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domingo, 20 de maio de 2012

Ateliê de Expressão e Comunicação – 9

Desafio: De entre um conjunto de palavras, cada aluno escolheu seis, sendo obrigatório incluir a palavra raiz (em resultado de reflexão sobre as nossas raízes, culturais, familiares, históricas…). De seguida, escreveram pequenas histórias e fizeram ilustrações, de que se apresentam aqui alguns exemplos.

Amar o mar
Este sonho que vou contar, tem o poder de tranquilizar!
Sonho com o mar que temos, e de que é nosso dever cuidar,
lembrando-nos de que nesse cuidar é o planeta que estamos a preservar!
As raízes do mar nunca ninguém as conseguiu olhar,
Nem a ele alguém conseguiu parar,
Pois se ele parasse, não passaríamos nós de passageiros num barco à deriva no mar!
Por isso, quando durmo, sonho em amar o mar!
Emanuel

Um comboio de sonho
Fui dormir! Na minha cama me deitei,
e, de manhã, acordei
feliz, ao ver o meu pai trazer
um presente! Será um brinquedo? Eu não sei!
Mas não parei de correr
para o meu presente receber,
e logo o abri e feliz me senti,
ao ver o meu comboio de sonho.
Eu, todo risonho,
fui brincar e amar o meu presente,
e de tanto o meu comboio cuidar
ainda hoje com ele posso brincar
e, nele, as minhas raízes de criança vou buscar.
Bernardo

Brinquedo de criança
Esta criança era uma flor de pessoa! Um dia… encontrou uma moeda e quis comprar uma coisa que tinha estado a sonhar. Era um brinquedo de corda, igual ao de muitas outras crianças do sítio onde morava, e com os quais não a deixavam brincar. Agora tinha uma moeda, e olhava a montra… e ficou largos minutos a amar aquele brinquedo. Mas, pensou que gostaria de fazer uma viagem, e ter uma casa… e tanta coisa! Talvez o dinheiro não chegasse. Mas podia sonhar! E viu uma árvore, e imaginou a sua casa na árvore, e pôs-se a brincar nas suas grossas raízes! E isso não custou dinheiro! Que bom! Decidiu então comprar algum pão com qualquer coisa e foi para casa cuidar do irmãozito mais novo, e comer, com ele, este alimento inesperado. Escolheu sonhar, e juntos brincaram na árvore com raízes e criaram raízes, juntos!
Beatriz

Um arco-íris de raízes
Era uma vez… uma criança como as outras, que passava os dias a brincar com os amigos. Ora, nos jogos que faziam, esta criança ganhava sempre. Isso não a satisfazia! O que realmente amava, era desenhar, e quando estava sem inspiração, o que lhe acontecia muitas vezes, ia ver o mar. Olhar o mar trazia-lhe ideias de liberdade, pois o mar não recebe ordens nem instruções, nem é fechado em jogos que acabam… ele é infinito, ele faz o que quer.
Esta criança sonhava muito! Sonhava com um mundo todo às flores, em que só existia alegria! No quintal desta criança havia uma árvore muito grande, onde ela adorava passar os dias… encostava-se às suas raízes, que formavam um arco-íris… e era feliz!
Ana Rita

O amor é
O amor é … amar
alguma coisa ou alguém!
É acarinhar o outro,
trocar gestos de ternura,
dar e receber bons sentimentos.

O amor é … ter raízes,
bem fundo, num vaso,
onde o amor
faz nascer uma flor!

O amor é … uma viagem sem fim,
que se faz dentro de um sonho.
Porque sonhar é também amar.
Sonhar é, como o amor, viver!

O amor é … um cometa
que viaja por um coração
e, quando embate noutro,
fica aí… algum tempo… ou Sempre!
Bárbara

O amor dói
Amar é deixar partir!
Mas se acontece… sobra um frio sem fim!
Meu amor… és uma flor!
Criaste raízes em mim,
Eu confiei sempre em ti,
Mas, de repente, partiste,
E deixaste de cuidar de mim.
Eu queria que isto fosse um sonho.
Mas eu não estava a dormir,
Eras tu mesma, a partir.
Chorei sozinho, na minha cama,
Como a criança que me senti.
Alexandru









Uma história
Uma revolução o rei começou
E Mestre da guerra se tornou.
Agarrou as raízes do poder,
Coisa horrível de ver,
E partiu para dominar
O reino do luar.
Os homens, confiança nele não tiveram,
E gritaram quanto puderam.
Imitaram um mágico
E criaram moedas,
E as crianças, que assistiam,
Saltavam e de contentes sorriam.
Bebiana
A vida é assim
Às vezes podemos dar
muita confiança à nossa vida!
Agarramos nas raízes da nossa família,
e pintamos um sonho, da cor que mais nos agrade.
Gozamos uma viagem como se fosse o fim do mundo.
E, chegados ao fim, pomo-la num desenho.
É difícil dominar os nossos sonhos. E também os nossos problemas.
Melhor é deixá-los voar!
Neles podemos partir… e nunca mais voltar.
E no caminho … podemos amar! Mesmo se nem sempre é fácil.
Às vezes é como um jogo, que não sabemos como jogar.
A nossa vida é assim!
Diogo



Sonhador
Era uma vez…
Um menino sonhador, que sonhava que um dia poderia cuidar de todos aqueles que precisassem dele. Sonhava que podia amar todos, sonhava que era muito especial, sonhava que a sua confiança nunca poderia acabar. Sonhava que um dia o papel poderia falar, e que um desenho poderia tornar-se real. Na verdade… o menino sonhava e sonhava, e tudo nele eram sonhos! Ele amava sonhar! O sonho era a raiz da sua vida.
Carlos Eduardo
Um sonho absurdo
Numa noite muito fria, e com denso nevoeiro, cruzei-me com um camionista que fazia entregas na minha rua. Este camionista tinha também carta de avião e ali mesmo decidiu entrar no pequeno avião de papel que transportava no reboque e partiu, dali para fora. A meio do caminho, ouviu uma buzina, olhou para o manómetro do combustível e viu que estava na reserva. Olhou para a frente, e com receio de cair, decidiu aterrar num barco que estava a estacionar na praia. Com o peso, foram ambos contra uma árvore que tinha umas grandes raízes onde estava escondido um fotógrafo. Com o disparo do flash, acordei na minha cama, pensei que fora tudo um sonho e continuei a dormir.
Bruno





terça-feira, 1 de maio de 2012

Formação Cívica - 7


Palavras
Com palavras sei dizer
 o que nem palavras tem
com palavras digo Lua
digo leite e digo mãe.

Com palavras digo mais
muito mais alto melhor
digo adeus a quem se vai
digo amor ao meu amor.

Com palavras ponho um nome
neste estranho gosto a mar
que já trago há tanto tempo
no meu peito a transbordar.

Com palavras sussurradas
ou pintadas num papel
faço  festas acarinho
quem não tem nem pão nem mel.

Com palavras a galope
no rodar de uma canção
de repente sou cavalo
flor vermelha rio vulcão.

Com palavras tenho asas
que me levam a voar
com palavras vou tão longe
quanto o sonho me levar.
                                         José Fanha


Depois de lermos este poema de José Fanha, e conversarmos sobre as palavras e a importância delas, e inspirados num livro de Oscar Brenifier e Jacques Després sobre opostos filosóficos, discutimos, na turma, o significado das palavras Razão e Paixão para cada um de nós. Da discussão foram elaboradas algumas sínteses das quais se registaram os seguintes tópicos:
RAZÃO
- fazer coisas com base no pensamento; agir de forma controlada; pensar e medir as consequências; refletir; - a base do nosso “viver”; pensar, analisar os assuntos: saber.
Exemplos:     . Estudar com regularidade e assim ficar mais preparado para o futuro.
. Comer e beber alimentos saudáveis e assim manter a saúde
e o bem- estar.
. Estar atento às pessoas e ao mundo e deste modo saber mais.
. Descansar para estar preparado para resolver problemas, 
na escola ou fora dela.
PAIXÃO
- agir apenas de acordo com o sentimento; agir por impulso, sem controlarmos as
nossas ações; perder a cabeça e agir com o coração; amar muito uma coisa;
querer muito, sem controle.
Exemplos:     . Não estudar, porque não apetece, e não pensar nas consequências disso.
. Comer comida “de plástico”, por prazer, e ficar doente.
. Estar sempre com o pensamento longe, desconcentrado, 
e deixar passar oportunidades de conhecer coisas que nos enriquecem.
. Jogar, brincar… e ficar sem capacidade de concentração para o trabalho.



Algumas conclusões possíveis:

A Razão é a capacidade de refletir, de questionar, de prever as consequências
dos nossos atos, de compreender as coisas.
A Paixão é o impulso, é o deixarmo-nos guiar pelos sentimentos
e pelas vontades e desejos, sem os controlar;
é uma atração irrefletida.



Seria bom que conseguíssemos 
combinar as duas palavras,
as duas caraterísticas,
os dois modos de agir!

domingo, 15 de abril de 2012

Ateliê de expressão e comunicação – 8


Desafio: Os alunos, em três grupos, criaram um texto com base numa cor que escolheram. Depois de construído o texto, criaram, ou readaptaram, objetos para aquela história. Depois de um pequeno ensaio, animaram os objetos, sobre uma mesa/palco, dando vida às palavras que iam lendo expressivamente.












                                                                Azul   
Olá! Sou o azul!
Vim de um bocado de céu, que caiu e aterrou nos rios e nos mares. Adoro nadar! Tão depressa estou no oceano Atlântico, como a correr estou no Pacífico, ou logo, logo, num outro qualquer!
E dou tons mais alegres às flores.
Fico mais escuro quando anoitece! Nessas alturas, em que todos me olham, com as minhas estrelas e a minha lua, fico até envergonhado!
Dei um salto e vim aterrar nos olhos de várias pessoas.
E numa dança mais animada fui pintar os fatos das bailarinas.
Sou cor fria nos glaciares, e cor quente nos bicos do fogão. Sou prioridade nos sinais de trânsito, e beleza nos adornos das meninas!
Sou mais que uma cor! Sou um sentimento! Se alguém se assusta de medo, apareço na sua face!
Sou cor de fadas, e de princesas, e de dragões e até de anjos! E de penas de pássaros que voam pelo azul do céu intenso.
Azul é a cor do coração de quem gosta desta cor!

 Trabalho das alunas: Ana Rita, Bárbara, Beatriz e Bebiana.


                                                           Verde  
Eu sou o verde!
Sou a cor da esperança!
Mas também do enervamento, que me põe verde de raiva!
Ou de desespero!
Quando sou servido ao jantar, apareço com os legumes e algumas frutas!
Venho com eles da mãe natureza!
Pinto as roupas de muita gente, principalmente se forem “leões” como eu,
E dou cor a lagartos e bichos que tais,
Ou fico pelas canetas com que sublinho as lições.
Conhecem-me dos provérbios e de expressões populares?
“Há, mas são verdes!”
Ou da sorte que vem no trevo… se tiver quatro folhas?
Eu sou assim! Sou verde!
    
       

Trabalho dos alunos: Bernardo Filipe, Bernardo Lourenço, Carlos Eduardo e Diogo.


                                                Vermelho    
Vermelho sou eu!
Venho da semente do tomate,
e sou carne de chourição.
Apareço no Verão, nas frutas ou em gelados!
E dou cor às pessoas que …
Ficam esquecidas ao sol,
Ou ruborescem de paixão!
Sou a cor do proibido,
nos semáforos, para carros ou peões.
Às vezes escorro no sangue,
Ou na tinta das correções.
Bato forte na bandeira
E também nos corações.
E… sou mau como o diabo!

Trabalho dos alunos: Alexandru, Bruno, Emanuel e Francisco. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Visita de estudo




No dia 23 de março, as turmas A e B do 7º ano foram em visita de estudo a Lisboa.

A primeira paragem foi junto da Torre de Belém, que visitaram durante a manhã.


As manifestações de grande prazer com a descoberta deste importante espaço do património português e mundial foram muitas.

     


Depois do almoço, fizemos uma boa caminhada até ao Museu da Eletricidade, onde tivemos visitas guiadas, que incluíram espaços de experimentação, dinamizados de forma interativa, e nas quais os alunos participaram com visível entusiasmo.




Ainda neste Museu tivemos visitas guiadas, também de modo excelente, à exposição “Ilustrarte”.
     

       













No final,
sentados ou deitados no chão,
inspirados pelo que viram na exposição e na visita de estudo no seu todo, muitos dos alunos desenharam e pintaram belíssimas ilustrações para esta aventura.

       





















          
 
            
          

domingo, 4 de março de 2012

Uma visita ao Museu Leonel Trindade - 5

História - 5


No dia 2 de março, fomos ao Museu Municipal Leonel Trindade conhecer objetos romanos encontrados no concelho de Torres Vedras.
A visita de estudo foi conduzida pelo senhor Carlos Anunciação que, para além de nos mostrar os diferentes objetos, nos explicou de que materiais são feitos e que utilizações tinham no tempo dos romanos.



  







Um momento muito interessante foi quando pudemos ver e mexer em miniaturas de ânforas, sobre cujas utilidades e modos de transporte se travou uma interessante discussão. Vimos também reproduções de lucernas romanas, e experimentámos a sua utilização na iluminação, sempre conduzidos pelo sr Carlos que nos foi mostrando cada peça e, com o apoio de algumas imagens, mostrando os diferentes usos delas.
 
              
  







O momento final foi o mais entusiasmante, quando jogámos o jogo do moinho, em réplicas do jogo romano, uma do Museu e outra que a professora levou. Gostámos muito! E o Sr Carlos, em nome do Museu ofereceu, à nossa escola, uma das réplicas, que nós vamos usar, seguramente.